Questionamentos
que vem na cabeça de alguém que se preocupa em ser diferente e
fazer a diferença.
Por
que hoje vemos as grandes e pequenas organizações preocupadas com
estratégias, desempenho, ocupar espaço no mercado, focando em
produto, marca e marketing, mas deixando de lado o capital humano?
Algumas
até se dizem preocupadas com este capital que é o mais importante
para sua organização, enfim, dizem, mas não mostram ou se
comportam como tal. Afinal, o que é investir e desenvolver o capital
humano? É criar um ambiente de trabalho menos engessado e
burocrático? É incentivar a leitura e busca pelo conhecimento
técnico ou de autoconhecimento? É criar plano de benefício
considerando auxilio educação?
O
que não quer calar é...como desenvolver o ser humano? Como
despertar nele a vontade e a busca pelo conhecimento,
autoconhecimento e conhecimento técnico? Como mostrar que suas
estratégias não estão o levando ao seu objetivo final? Ou no caso
das organizações, ao seu resultado desejado, esperado e planejado?
Enfim, como dar uma direção a vida profissional?
Mas,
quando encontramos essas pessoas preocupadas em fazer a diferença,
que buscam trazer o conhecimento adquirido através dos incentivos ou
benefícios recebidos pela organização, esses nem sempre são
ouvidos. As pessoas que deveriam ouvir e estimular o desenvolvimento,
consideram falta de preparo do seu profissional, simplesmente sem
sequer ouvir ou incentivar o projeto. Mesmo quando ouvem, respondem
que falta muito, que estamos longe, quem sabe no futuro. Mas quando
é o futuro? Ouvi dizer que o futuro é agora e, se quisermos estar
bem amanhã, devemos começar hoje.
Ou
seja, nós do RH lutamos para sermos reconhecidos e, também, temos a
intenção de ajudar com as estratégias da organização, mas somos
vistos apenas como o setor que não traz resultados financeiros, nos
cobram processos, nos cobram indicadores, mas não lembram que na
oportunidade que foi apresentado, este colaborador foi visto como
investir tempo em processos que não trariam resultados, mas em
muitos casos, a organização acha necessário que prestadores de
serviços externos sejam contratados para fazer um serviço que o
capital humano interno está tentando lhe dizer a algum tempo, mas
por não confiar ou não acreditar no capital interno desenvolvido,
não se registra ou processa a informação recebida.
Sendo
assim, vamos torcer para que os administradores ou gestores possam
ver o RH como, de fato, ele vem se desenvolvendo, para que sejam
vistos como as academias buscam desenvolver o RH estratégico e
disposto a auxiliar e desenvolver o capital que move as empresas, e
que não deixa de ser um recurso escasso, quando não desenvolvido.
Que
compreendam que os profissionais podem ser transformados em talentos,
comprometidos ou engajados com a organização, pois irão à busca
dos resultados propostos e alinhando seus objetivos pessoais,
conseguirão ir além e junto levar pessoas com os mesmos propósitos,
dessa forma disseminando o desenvolvimento para o grupo.
Sei
que parece utopia, mas quando administradores passarem a ver que o
RH, apesar de não trazer recursos financeiros, não é apenas um
setor burocrático, com certeza serão muitos os excelentes
resultados para ambos, capital humano e organização.
